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Starlink no celular sem antena: Brasil deve esperar até 2027

Por Nerd da Hora · · 2 min de leitura
Starlink no celular sem antena: Brasil deve esperar até 2027
SpaceX/Gemini

O serviço que permitirá conectar celulares diretamente aos satélites da Starlink, sem necessidade de antenas ou equipamentos extras, ainda deve demorar para chegar ao Brasil. A empresa de Elon Musk pediu autorização para usar parte da banda S no país, mas o pedido enfrenta resistência de operadoras, entidades do setor e fabricantes de equipamentos.

O motivo é que o serviço Direct-to-Device (D2D), que oferece chamadas, mensagens e internet via satélite diretamente ao smartphone, gera dúvidas sobre as regras de uso do espectro e a concorrência com as redes móveis tradicionais.

Durante a consulta pública da Anatel, empresas como Vivo, Claro, Unifique e iez! telecom afirmaram que a oferta de serviços D2D deve seguir critérios semelhantes aos aplicados às operadoras móveis. Na visão dessas companhias, permitir que empresas de satélite usem frequências com custos muito menores do que os pagos pelas teles em leilões criaria uma vantagem competitiva.

Algumas defendem que, se o serviço concorrer diretamente com a telefonia móvel, o acesso ao espectro também deva ocorrer por meio de licitação. Parte das contribuições sugere que futuras operações D2D aconteçam apenas em parceria com operadoras terrestres.

Pedido da Starlink gera debate

A Starlink busca autorização para usar uma faixa maior da banda S, mas há empresas que consideram suficiente uma quantidade menor de espectro para viabilizar o serviço. Na avaliação dessas operadoras, conceder uma faixa mais ampla neste momento poderia limitar o uso futuro da banda por redes móveis convencionais.

Outro fator que pode atrasar o processo é o cenário internacional. A Huawei recomendou que a Anatel espere a conclusão dos estudos da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que devem definir padrões técnicos globais para serviços D2D durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2027. A GSMA, associação que representa a indústria móvel, também defende cautela.

Apesar do interesse da Starlink em levar conectividade direta aos celulares brasileiros, o caminho regulatório ainda está longe de uma definição. Vale lembrar que a velocidade da Starlink despenca no Brasil após crescimento acelerado, segundo estudo recente.

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