
O Steam Machine, novo console da Valve, finalmente teve seus preços e data de lançamento revelados, e já circulam análises do produto. O hardware é pequeno, projetado para funcionar como um mini PC para a sala de estar. O maior obstáculo no desenvolvimento foi o sistema de refrigeração.
O principal desafio em mini PCs é lidar com o calor gerado pelos componentes, que ficam muito próximos uns dos outros. A Valve resolveu o problema com um dissipador de calor grande e uma ventoinha de 120 mm. Yazan Aldehayyat, engenheiro da Valve, disse ao Tom's Hardware que a dificuldade foi garantir que o projeto tivesse flexibilidade nos pontos certos para acomodar as variações de tamanho da CPU, GPU e placa-mãe.
O design de refrigeração foi pensado para que a CPU e a GPU, os componentes que mais geram calor, possam ser resfriados de forma individual e intercalada. Segundo o engenheiro, se a CPU não estiver usando toda a capacidade do cooler, a GPU pode usar essa margem extra, e vice-versa.
A Valve afirma que, ao superar esses desafios, conseguiu criar o design "mais compacto, custo-benefício e o mais quieto". Com apenas uma ventoinha de 120 mm operando em baixa rotação, o Steam Machine funciona de forma silenciosa.
A manutenção do aparelho é considerada fácil, com acesso simplificado ao SSD. A parte mais complicada é a troca da memória RAM, que exige a remoção de todo o dissipador e da ventoinha. Como o componente é caro, especialmente o DDR5, a expectativa é que poucos usuários façam esse upgrade.
O Steam Machine será lançado no mercado global em junho, com preço inicial superior a US$ 1.000. Não há previsão de vendas no Brasil.


