Review Samsung Odyssey G9: OLED curvo de 49" com imersão total

O Samsung Odyssey G9 chega ao mercado brasileiro como uma aposta da fabricante para quem busca imersão em jogos e ganho de produtividade. O monitor tem tela curva de 49 polegadas com painel OLED e resolução Dual QuadHD (5120x1440), na proporção 32:9. O modelo foi testado por um mês e comparado com o Acer Predator Z57, que possui tela de 57 polegadas e tecnologia Mini LED.
O design do Odyssey G9 é um dos pontos fortes. O monitor tem acabamento na cor prata, visual enxuto e elegante. A espessura reduzida é possível por causa da fonte externa, que é um bloco retangular grande. A base é ampla para sustentar a tela de quase 1,20 metro, e o conjunto pesa 12,6 kg. Os ajustes disponíveis são de altura e inclinação.
Na qualidade de imagem, o painel OLED entrega contraste elevado e boa nitidez, com densidade de 110 pixels por polegada. A tela permite abrir quatro janelas simultaneamente, o que ajuda no trabalho. Porém, a calibração de cores não impressionou, mesmo com suporte a HDR10. Em comparação com outras telas OLED testadas, como a do notebook Dell XPS 13 de 2025, as cores do Odyssey G9 ficam menos vivas.
Um recurso de economia de energia pode incomodar. Após 10 minutos sem movimento na tela, o brilho diminui automaticamente. Em uso com temas escuros, como o Bloco de Notas do Windows 11, a tela escurece durante a digitação e exige que o usuário mova algo maior na tela para restaurar o brilho. Não há opção de desativar essa função.
O revestimento antirreflexo é um dos melhores já vistos, segundo o teste. O monitor foi usado de frente para uma janela a mais de cinco metros de distância, e o reflexo não atrapalhou, mesmo em jogos com cenas escuras durante o dia.
O monitor tem taxa de atualização de 240 Hz, tempo de resposta de 0,03 ms e suporte a AMD FreeSync Premium e NVIDIA G-Sync. As conexões incluem uma porta DisplayPort 1.4, duas HDMI 2.1, uma USB-C 3.2 Gen 1 e entrada para fone de ouvido. Não há alto-falantes embutidos.
Na usabilidade, montar o monitor é simples, mas tirá-lo da caixa e colocá-lo na mesa exige cuidado. O controle do menu fica na parte traseira, o que dificulta o acesso. Em relação à compatibilidade, a proporção 32:9 ainda enfrenta problemas em jogos. Muitos títulos reduzem as cutscenes para 21:9 ou 16:9, e alguns apresentam distorção nas laterais da tela, como observado em Rocket League.
No mercado brasileiro, o Odyssey G9 sem alto-falantes é encontrado por cerca de R$ 8.100. Entre os concorrentes estão o LG UltraGear de 45 polegadas com painel OLED, por volta de R$ 8.000, e o Acer X49, também com OLED e resolução Dual QuadHD, por aproximadamente R$ 8.500.


