Nova fase da Operação Asfixia II mira tráfico em MS e GO
A Polícia Civil de Goiás cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (27) durante a segunda fase da Operação Asfixia II. A ação ocorre após a prisão de…A Polícia Civil de Goiás cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (27) durante a segunda fase da Operação Asfixia II. A ação ocorre após a prisão de dois suspeitos em Campo Grande que transportavam cocaína, maconha e uma pistola para o interior de Goiás.
A operação investiga uma organização criminosa por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e ligação com facção criminosa de alcance nacional.
Foram expedidos 19 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão domiciliar nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal. Até a tarde de ontem, 16 pessoas foram presas e três estavam foragidas.
A investigação é conduzida pelo Geic (Grupo Especial de Investigações Criminais) de Quirinópolis (GO) e começou há aproximadamente um ano, após uma sequência de apreensões realizadas pelas forças de segurança.
Segundo a delegada Camila Simões, responsável pelo caso, uma das primeiras interceptações ocorreu em Campo Grande. Dois investigados foram presos transportando cerca de 16 quilos de cocaína, além de maconha e uma pistola. A carga tinha como destino Quirinópolis.
“Nós identificamos duas associações, até com vínculos com facções de nível nacional, que transportavam drogas aqui para o município. As drogas vinham principalmente de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul”, afirmou a delegada em entrevista à TV Quirinópolis.
As investigações mostram que o grupo tinha estrutura organizada, com divisão de funções e atuação permanente no tráfico interestadual. Havia integrantes responsáveis pela logística, gerenciamento operacional, transporte das cargas e movimentação financeira da organização.
Os criminosos usavam veículos locados, “laranjas”, contas bancárias de terceiros e rotas específicas entre Mato Grosso do Sul e Goiás para transportar grandes quantidades de drogas.
Ao longo da apuração, as forças de segurança apreenderam aproximadamente 300 quilos de maconha, 2 quilos de crack, 76 comprimidos de ecstasy, além de armas, balanças de precisão, celulares e veículos usados pelo grupo criminoso.
A Polícia Civil também identificou indícios de ligação entre parte dos investigados e uma facção criminosa de atuação nacional. Extrações telefônicas revelaram conversas sobre “batismos”, compartilhamento de estatuto da facção, recrutamento de novos integrantes e definição de funções dentro da organização.
De acordo com a delegada, a operação desta quarta-feira tinha como principal objetivo aprofundar as investigações e identificar possíveis líderes acima do grupo já investigado. “A gente acredita que esse pessoal ainda faz a gerência, organiza o crime, mas suspeitamos que exista um andar superior, com pessoas acima deles”, explicou.
Batizada de Destroyer – Asfixia II, a operação faz referência ao objetivo de sufocar financeiramente e operacionalmente a organização criminosa, interrompendo rotas de abastecimento e descapitalizando a estrutura usada pelo tráfico.


