Jake Matthews: Tudo Acontece por uma Razão
O lutador australiano Jake Matthews retorna ao octógono neste fim de semana para enfrentar Carlston Harris em Macau, carregando lições de sua última luta e uma nova perspectiva de vida….O lutador australiano Jake Matthews retorna ao octógono neste fim de semana para enfrentar Carlston Harris em Macau, carregando lições de sua última luta e uma nova perspectiva de vida.
No combate anterior, contra Neil Magny, Matthews acreditou ter vencido por finalização ainda no primeiro round. Ele aplicou um mata-leão montado e, segundos antes do fim do período, o árbitro Perdios interveio, declarando que Magny havia desmaiado. Matthews soltou o golpe e começou a comemorar, mas Magny se levantou e contestou a paralisação. O árbitro, então, decidiu que o round havia terminado e a luta deveria continuar.
“Olhando para trás, não foi a melhor situação, mas não há como voltar e mudar as coisas”, disse Matthews. “Não deixo que isso se torne um prejuízo para o que estamos fazendo no futuro.” O australiano acabou perdendo a luta por finalização no terceiro round.
Matthews admite que, na ocasião, deveria ter protestado. “Eu provavelmente deveria ter dito ‘Não!’ e sentado no chão. Mas somos lutadores: nos mandam continuar, e a gente continua.” Ele acredita que a decisão deveria ter sido mantida, cabendo a Magny recorrer.
Apesar da frustração, Matthews diz que a fé o ajudou a superar o ocorrido. Convertido ao islamismo em 2023, ele afirma: “Acredito que tudo acontece por uma razão. Fiz tudo o que pude naquela luta, e ela aconteceu do jeito que tinha que acontecer.”
Essa filosofia também se aplica à preparação para o combate deste sábado. Inicialmente, Matthews enfrentaria Muslim Salikhov, que se lesionou. Após um período de incerteza, Carlston Harris foi escalado como substituto. “Se eu estava destinado a lutar neste card, teria um oponente. Se não, não teria. Isso me traz muito menos estresse”, explicou.
Matthews destaca que a fé trouxe paz durante a semana de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem dormir, estresse com o resultado. Eu sei que vou dar cem por cento e o resto está nas mãos de Deus. Até uma derrota pode levar a coisas boas no futuro.”
O veterano dos meio-médios, que já tem 32 anos e uma longa carreira no UFC, enfrenta Harris neste sábado em Macau, em busca de voltar ao caminho das vitórias.