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Crise da Oi se agrava e empresa pode parar operações em agosto

Por Nerd da Hora · · 2 min de leitura
Crise da Oi se agrava e empresa pode parar operações em agosto
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A Oi enfrenta um momento crítico em sua recuperação judicial. Um relatório da administração judicial enviado à Justiça indica que a empresa pode não conseguir manter as operações a partir de agosto se não reforçar seu caixa.

Entidades sindicais pediram uma intervenção urgente do Governo Federal para proteger os funcionários e evitar a interrupção de serviços públicos.

A administração judicial informou que a previsão de caixa da companhia caiu drasticamente. Em abril, a expectativa era encerrar julho com cerca de R$ 88 milhões, mas a estimativa foi reduzida para R$ 19,6 milhões.

A piora ocorreu porque duas operações estratégicas não avançaram. A venda da Oi Soluções, que poderia gerar aproximadamente R$ 1,4 bilhão, não recebeu propostas. A venda da unidade de serviços telefônicos por R$ 60,1 milhões ainda não foi concluída pela empresa vencedora do leilão.

Segundo a administração, a falta desses recursos compromete a continuidade das operações e dificulta o pagamento de fornecedores e funcionários.

Serviços públicos podem ser afetados

O relatório alerta que, sem novos recursos, a Oi terá dificuldades para manter a operação mínima de serviços públicos que dependem de sua infraestrutura. Isso inclui sistemas de órgãos públicos, unidades de saúde, lotéricas e números de emergência.

Mais de 20 serviços telefônicos de emergência, como 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros), podem ser afetados em locais onde a Oi é a única operadora.

As entidades também citam riscos para postos do SUS, agências dos Correios e lotéricas que pagam benefícios sociais como o Bolsa Família. Não há confirmação de interrupção, mas a administração considera o risco real se a situação financeira não for revertida.

Trabalhadores pedem ação do governo

As federações Fenattel, Fitratelp e FITT Livre enviaram uma carta aberta ao Governo Federal pedindo atuação imediata. As entidades afirmam que milhares de trabalhadores podem enfrentar dificuldades semelhantes às dos funcionários da Serede, empresa ligada ao Grupo Oi, que ainda aguardam direitos trabalhistas.

Os sindicatos defendem que qualquer reestruturação preserve empregos, garanta salários e verbas rescisórias e mantenha serviços essenciais. Eles pedem mais transparência na recuperação judicial e que, se a falência for inevitável, ocorra de forma organizada, respeitando a prioridade dos créditos trabalhistas.

Para aliviar a situação, a administração judicial pediu à Justiça que intime a empresa Método a concluir a compra da unidade de serviços telefônicos ou pague as penalidades. Também foi solicitada autorização para uma nova tentativa de venda da Oi Soluções, aceitando ofertas inferiores ao valor inicial.

O Canaltech entrou em contato com a Oi, mas não obteve resposta.

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